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A hora é do Povo!




Passadas as manifestações devemos voltar às ruas e distribuir mais uma arma para esse confronto aberto que seguimos travando contra a corrupção: o voto.

Temos
até o dia 05 de maio para transferirmos o título eleitoral e alistarmos novos
eleitores para o próximo pleito. Estaremos nas universidades, escolas, e onde
mais possamos chegar para refundar a política do Distrito Federal. Vamos trazer
novos votos por uma nova política no DF! 

Venha com a gente, nas ruas e nas
urnas, construir uma nova política no DF! Vamos mostrar que queremos para
Brasília outros 50: com o poder e o nosso destino, enfim, em nossas mãos! (Confira o manifesto completo aqui!)


Crise estimula jovem a votar

maio 24, 2010

Fonte: http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?eid=929&id=50,59558

Número de eleitores entre 16 e 17 anos mais que dobra no DF. Para especialistas, uma reação aos escândalos Jovens lideraram protestos exigindo saída de Arruda do governo do DF

Na contramão da tendência nacional de redução do número de eleitores jovens, o Distrito Federal registrou, em apenas um ano, um crescimento de 128% do eleitorado situado na faixa do voto facultativo, entre 16 e 17 anos. Segundo dados da Justiça Eleitoral, enquanto o Brasil como um todo perdeu mais de 450 mil eleitores entre 2009 e 2010, no DF os eleitores abaixo dos 18 anos mais que dobraram, saindo de menos de 12 mil para mais de 27 mil neste ano.

O fenômeno, responsável por transformar Brasília numa ilha de crescimento da participação eleitoral juvenil em meio à crescente apatia nacional, é explicado, segundo especialistas, pela crise político-institucional que abateu a cidade no fim do ano passado. A tese é que, indignado com as denúncias de corrupção que derrubaram a cúpula política local, o jovem brasiliense tenha obtido a motivação necessária para participar das eleições. Mesmo aqueles que, pela legislação eleitoral, ainda não são obrigados a votar.

“Faz todo sentido. A totalidade dos protestos que ajudaram a derrubar o ex-governador Arruda foi liderada pela juventude”, observa o cientista político da Universidade de Brasília Leonardo Barreto. “A imagem de jovens lutando contra a corrupção, desafiando a polícia, é muito forte e funciona como estímulo para outros”, conclui Barreto.

O presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Yann Evanovick, concorda com o diagnóstico, mas faz um alerta para os novos eleitores: “Pior do que não votar é votar errado. Não basta ser eleitor, tem que analisar as propostas dos candidatos e pressionar os eleitos depois”.l

Na televisão e na sala de aula, campanhas da Justiça Eleitoral

Os eleitores na faixa etária entre 16 e 17 anos se tornaram nos últimos anos um dos principais alvos da publicidade da Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral realizou durante março e fevereiro uma campanha para estimular a emissão do título do eleitor entre os jovens cujo voto é facultativo. Além de inserções na televisão e rádio, o órgão espalhou cartazes por cursos pré-vestibulares.

O TRE-DF também se mobilizou para familiarizar futuros eleitores com o processo eleitoral. Desde 2005, uma equipe da corte já visitou mais de cem escolas públicas do DF simulando pequenas eleições dentro de programas pedagógicos.

Das Paixões

abril 6, 2010

Esse final de semana foi um dos mais inspiradores*!

Compartilhar sonhos e projetos de vida é algo grandioso por si só. É uma leve troca de pesos que nos torna mais vivos e mais certos do que queremos ou, ao menos, do que não queremos.

Vimos também o filme “O segredo dos seus olhos”, ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro deste ano…e uma coisa é certa…a única coisa da qual  nunca poderemos fugir são das nossas paixões!

Uma das minhas é a vontade de mudar o mundo! Essas borboletas no estômago…esse friozinho na barriga que me dá sempre que “imagino para revolucionar”.

Sonho sem luta não faz sentido e luta sem sonho também não.

Isso é um pouco de Hannah Arendt, nos reconscientizarmos do nosso papel como agentes transformadores da realidade. Onde quer que estejamos, o que quer que façamos. É com esse viés que pautamos esse movimento. Vote pra mudar!

Imagine, sonhe, crie, lute e exija. Exerça sua cidadania. Só assim vamos juntos transformar o Brasil!

*Retiro político do grupo Brasil e Desenvolvimento, que integra o Movimento Vote pra Mudar.

É a gente junto!

abril 4, 2010

Embora ainda esteja às vésperas de completar os meus 30 anos, sou em média um pouco mais velho que os demais membros fundadores do movimento “Vote Pra Mudar”. Isso tem lá os seus ônus: tenho de me interar de gírias novas, aprender formas mais contemporâneas de organização e mobilização e tentar achar algum meio-termo entre a participação em um grupo extremamente politizado e o cumprimento de responsabilidades típicas de quem já tem um emprego e uma família. Mas tem também os seus bônus. Um deles é poder colocar a experiência em perspectiva, não apenas do que já vivi, mas também do que já vi.

Tive esse insight há poucos dias, quando liguei o rádio e ouvi o discurso do presidente Lula diante dos seus novos ministros, empossados em decorrência da desincompatibilização daqueles que vão disputar a eleição de 2010. Lembrei, com isso, desses mais de 20 anos que se passaram desde que o mesmo Lula disputou sua primeira eleição presidencial. Eu ainda era pequeno, mas com discernimento suficiente para perceber que um evento extraordinário estava prestes a ocorrer. E, como as muitas crianças da época, tinha o hábito de assistir ao horário eleitoral e, para orgulho e divertimento dos pais, de decorar os jingles dos principais candidatos – dos “Dois Patinhos na Lagoa” ao “La, La, La, La, La, Brizola”.

Se tudo isso pode parecer um tanto distante para muitos dos “novos votos” a quem este blogue se dirige, a máxima de que a história que se conta é a história dos vencedores garante que ao menos uma das peças daquele tempo lhes soará familiar: o jingle do mesmo Lula, que empolgou a metade do país e, nestes anos que nos separam daquela primeira experiência eleitoral da nova república, tem sido vivamente repetido como referência a uma força política que, na ocasião, se consolidou definitivamente como “competitiva”, para usar uma expressão típica da ciência política.

“Lula lá” era, naturalmente, a parte mais forte da música e, não à toa, a que se perenizou na memória da nossa democracia. Mas com o tempo passei a ter particular apreço por duas outras passagens: “é a gente junto / valeu a espera” e “meu primeiro voto / pra fazer brilhar nossa estrela”. Mesmo que historicamente datada ou politicamente contingente, essa quadra fala muito sobre o que está em jogo em processos eleitorais singulares como os de 1989: a chance de catalisar as energias transformadoras que circulam na sociedade, visando à instituição de uma experiência autêntica de autogoverno. Parafraseando tanto Burke quanto Paulo Freire, portanto, nessas ocasiões “de perigo” o voto pode ser a mais perfeita “prática de liberdade”.

Com a memória, ainda que longínqua, das eleições de 1989, sinto hoje que estou diante de um momento como aquele. Prestes a completar 50 anos, Brasília vive a euforia de deposição de um governo que representa uma história de negação do povo. Mas a cidade também assiste a um imenso risco de retrocesso – tanto pela presença e pela força de candidatos comprometidos apenas com a reprodução do seu poder e seu dinheiro, quanto pelas insistentes e simplistas proposições de que, para se acabar com a corrupção no GDF, basta aniquilar a autonomia política da unidade da federação.

Com isso, sinto a urgência de me “juntar a mais gente” e de fazer “brilhar outras luzes” no Céu, na Câmara Legislativa e no Palácio do Governo do Distrito Federal. E desta vez terei mais sorte que em 1989: crescido e adulto, tenho condições de interagir com esse processo em outras bases, que não as da TV e dos jingles. Ao transferir o meu título de eleitor para cá, no próximo dia 20 de abril, darei o passo que falta para viver essa rica experiência política e entregar para Brasília o meu presente por “outros 50”: o “meu primeiro voto” como cidadão do DF.

Um poema de Nicholas Behr

março 29, 2010

quando uma cidade – brasília –

perde a identidade

o que ela faz?

vai pegar fila, brasília

requisitar uma segunda via

sonhar com uma segunda chance

e sofrer na via crucis

que está em sua própria origem

Publicado originalmente em “O Miraculoso” – jornal impresso aparentemente recém lançado no DF, que encontrei sobre um dos bancos do Conjunto Nacional, mas que pelo tom crítico já se incorporou aos meus veículos de imprensa local favoritos

Movimento “Vote pra Mudar” faz campanha pelo alistamento eleitoral

março 22, 2010

Hoje, o jornal Correio Braziliense divulgou por meio de seu site o agendamento eleitoral que realizaremos amanha de manhã no Ceubinho (Universidade de Brasilia – UnB). O objetivo da iniciativa é fomentar o alistamento eleitoral e a transferência de titulos para o DF!

Vamos aproveitar o espaço promovido pelo DCE- UnB para divulgar a campanha na aula da inquietação (9:00 h)!

Compareçam! E vamos juntos transformar a realidade política do DF.

Abaixo, o texto publicado no site do Correio.

Movimento “Vote pra Mudar” faz campanha pelo alistamento eleitoral

Com o intuito de mudar o cenário político do Distrito Federal, desgastado com os escândalos de corrupção no governo, integrantes do movimento “Vote pra Mudar” vão montar uma banca de alistamento eleitoral na Universidade de Brasília (UnB), no Ceubinho. A intenção é conscientizar as pessoas da importância que cada voto tem nesse momento da história do Distrito Federal.

Os interessados em transferir o título eleitoral serão cadastrados e o grupo vai realizar agendamentos para facilitar o processo. A banca ficará na universidade das 9h às 18h. Eles também pretedem ir às escolas do DF já que, jovens entre 16 e 18 anos também podem se alistar e exercer o voto facultativo.

O grupo faz um apelo para as pessoas que não são de Brasília mas que moram na cidade e ainda não transferiram o título de eleitor que não o deixem de fazer. Eles defendem que cada voto seja utilizado com o propósito de ajudar a promover uma mudança na sociedade.

“Isso significa que não queremos que as pessoas simplesmente votem, mas façam uma avaliação crítica da nossa realidade, percebam a necessidade de mudar e escolham um candidato que simbolize essa mudança”, explica Gabriel Elias, um dos integrantes do movimento. O dia 5 de maio é a data limite para o alistamento eleitoral e transferência do título.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/03/22/cidades,i=181300/MOVIMENTO+VOTE+PRA+MUDAR+FAZ+CAMPANHA+PELO+ALISTAMENTO+ELEITORAL.shtml

O que é e o que não é o Vote pra Mudar

março 20, 2010

O que não é o Vote pra Mudar?

O Vote pra Mudar não é partidário.

Entendemos a necessidade da sociedade em se organizar através de partidos políticos para acessar a política institucional, mas não vemos necessidade em associarmos nossas propostas de mudança à um programa partidário específico.

O Vote pra Mudar não tem nenhuma ligação com qualquer candidato.

Neste momento queremos que as pessoas utilizem seu direito de votar para mudar, depois do dia 5 de maio – último dia para alistamento eleitoral – faremos discussões e análises a respeito de todas as candidaturas e sua possibilidade de mudança.

O Vote pra Mudar não é uma simples campanha pelo voto.

Temos uma proposta clara: Defendemos que cada voto seja utilizado com o propósito de ajudar a promover a mudança tão necessária na nossa sociedade atual. Isso significa que não queremos que as pessoas simplesmente votem, mas façam uma avaliação crítica da nossa realidade, percebam a necessidade de mudar e escolham um candidato que simbolize essa mudança.

O Vote pra mudar não quer só voto.

Nossa origem é das manifestações de rua! Não acreditamos que o voto, e apenas o voto, seja capaz de obter e sustentar uma mudança substancial na nossa sociedade. Mas entendemos também que não podemos menosprezar a importância do voto para não elegermos os tão conhecidos corruptos do DF. Nosso lema é: nas ruas e nas urnas, por uma nova política no DF!

O que é o Vote pra Mudar?

Somos um movimento aberto, mas direcionado para o nosso objetivo máximo de mudar a sociedade. Qualquer um que concorde com nossos princípios e ideais de sociedade podem construir conosco esse movimento!

Temos inimigos. São os tão conhecidos abutres do Distrito Federal, que há muito tempo se enriquecem com nossa pobreza. Faremos um alistamento em massa de eleitores no dia 5 de maio, para mostrarmos para a sociedade que estamos preocupados com o futuro do DF e lutaremos por esta mudança. Não acreditamos nas farsas dos que agora querem se redimir.

Queremos refundar a política no D.F, para isso não basta mudar os atores políticos que atuam por aqui. Temos que construir toda uma nova cultura política de participação e constante mobilização da sociedade para fazer pressão sobre o governo e garantir que ele seja um instrumento do poder popular!

Campanha Vote Pra Mudar

março 19, 2010

Responsabilidade. Essa é uma palavra que representa muito bem o que falta a muitos de nossos políticos. A alguns o mero senso da palavra teria um papel importante. É bom lembrar, no entanto, da responsabilidade que nós, como cidadãos possuímos.

Não é dizer, como muitos, que nós possuímos os governantes que merecemos. É simplesmente dizer que o modelo democrático pressupõe a fiscalização constante de nossos governantes, não só no momento do voto, mas constantemente durante o mandato.

Falta a nós, como nação, mais engajamento nas questões políticas para que possamos, com maior antecedência, impedir que nossos “lideres” esqueçam o porquê de sua existência e passem a usufruir das benesses do cargo como se pessoais fossem. É importante lembrar que é da grande responsabilidade que acompanha o cargo que advém as regalias. Os políticos que constantemente transgridem tal princípio não podem adquirir nossa anuência com tais atitudes.

Por isso, e em função de nosso dever como cidadãos, que convocamos todos à campanha vote pra mudar. A política e a sociedade não vão mudar sem o preenchimento dos espaços públicos e a inserção nos meios políticos. O voto não é o único meio, mas é um dos meios. A campanha tem como intuito não só votar, mas a constante atuação política em torno de objetivos sociais. Comecemos com um voto e continuemos unidos, reunidos e sempre, sempre em movimento.